Sou Wander Dias, tenho 29 anos, empreendedor, especialista em marketing de guerrilha, branding popular e expansão de negócios de baixo custo.
Com mais de 10 anos de experiência em vendas, criação de marca e gestão operacional, transformei um pequeno hot dog de bairro — o Melinha®️ — em uma empresa com identidade forte, múltiplas unidades e estrutura pronta para franquia.
Falo sobre como empreender sem dinheiro, transformar histórias difíceis em potência de marca, e construir negócios sustentáveis a partir da realidade das ruas.
Minhas palestras inspiram e ensinam, com base em vivências reais, temas como:
Superação e propósito no empreendedorismo
“Como vender muito com pouco: marketing acessível e eficaz”
“Criação de marca forte mesmo com recursos limitados”
“Resiliência emocional aplicada aos negócios”
“Formação de franquias a partir de modelos populares”
Meu compromisso é mostrar que com estratégia, verdade e coragem, é possível construir uma grande história mesmo começando do zero.
Um pouco da minha história:
Meu pai faleceu quando eu tinha apenas 1 ano e 7 meses. Minha mãe, com dois filhos pequenos e completamente desesperada, acabou entrando na prostituição pra tentar sobreviver. A situação era tão crítica que os meus avós paternos, em um ato de desespero, nos tiraram dela e nos levaram pro interior de Minas Gerais.
Enquanto minha mãe enfrentava a vida difícil em Belo Horizonte, foi lá que ela conheceu um homem que mais tarde eu teria o orgulho de chamar de pai. Ele se casou com ela, foi até o interior e nos buscou. Nos criou com carinho, nos deu educação e sempre fez questão de tratar a gente como filhos de verdade.
Com 9 anos, eu já queria correr atrás do meu. Comecei a trabalhar nos fins de semana na casa do vizinho da minha avó. Ele tinha uma casa de tintas, e ali eu aprendi muito sobre vendas, pintura, consertos... Mas mais do que isso: ele me ensinou sobre finanças, sobre o valor do dinheiro, e o quanto o trabalho transforma a vida. Foi como um segundo pai pra mim.
Aos 14 anos, minha família passou por mais uma turbulência. O relacionamento dos meus pais começou a se desgastar, minha mãe saiu de casa e, mais uma vez, nos deixou. Depois de um tempo, fui atrás dela e descobri que ela já tinha mais dois filhos e estava passando por muitas dificuldades, morando de aluguel. Com tudo que eu tinha juntado, comprei um barraco pra ela. Queria pelo menos garantir um teto.
Depois, minha mãe teve mais um filho e caiu numa depressão ainda mais profunda. Tentei ajudar de novo: aluguei um carro e tentei colocar ela pra trabalhar como motorista de aplicativo, pra ela se sentir útil, viva... Mas não deu certo.
Em 2019, enquanto eu fazia um bico pra ajudar nas contas da casa dela, recebi uma ligação do meu padrasto. Minha mãe tinha falecido. Não foi fácil. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida.
Naquele mesmo ano, eu fazia curso técnico de eventos de manhã, estágio no Méliuz à tarde e faculdade de Administração à noite. E ainda vendia 450 bombons Ouro Branco por dia nos ônibus, nos intervalos da faculdade, onde dava. Eu ganhava pouco no estágio, precisava completar a renda, não tinha outra escolha. Mas nunca deixei de sonhar.
Fui crescendo dentro do Méliuz, virei analista de conteúdo e tive o privilégio de viver de perto o momento em que a empresa abriu capital na bolsa, fez aquisições... Foi uma experiência que mudou minha vida.
Enquanto isso, meu irmão, que precisava juntar grana pro casamento, começou a vender hot dog. Era o início do que hoje é a Melinha®️. Mas, depois do casamento, o negócio quase quebrou. Ele tirou muito dinheiro da operação e ficou sem controle.
Comecei a ajudar, trazendo tudo que aprendi no Méliuz. Aumentamos o faturamento em mais de 200%. A gente viu que dava certo, que era possível. Decidi sair da empresa e focar 100% no Melinha®️. Abrimos uma unidade no centro de BH, depois mais duas. A cidade respirava Melinha®️!
Até que, de repente, tudo parou. Um carro fugindo da polícia entrou na contramão e bateu de frente com minha moto. Quebrei perna, braços, passei três dias no CTI, 21 dias internado, quatro cirurgias.
Mas Deus me deu um livramento. A recuperação foi surpreendente. Mesmo com dor, mesmo sem andar, mesmo sem mexer os braços, eu fiz fisioterapia chorando, mas fazia. Não parei.
Com dois meses, eu já estava de volta. Tivemos que fechar duas unidades, reestruturar tudo. Foi aí que nasceu a Melinha®️ como franquia. Hoje, nosso desafio é treinar e encontrar franqueados certos pra expandir.
Minha história não é sobre comida. É sobre fé, persistência e transformação. Eu acredito que Deus usa as dores pra forjar os nossos propósitos. E se você estiver passando por uma fase difícil agora, só posso te dizer uma coisa: “não para. Continua. No tempo certo, tudo se encaixa.”