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Wimer Bottura

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“Famílias emocionalmente saudáveis constroem relações mais conscientes, humanas e transformadoras.”

Dr. Wimer Bottura Júnior é médico psiquiatra, psicoterapeuta, palestrante e especialista em famílias, primeira infância e adolescência, reconhecido pela capacidade de abordar temas complexos com leveza, profundidade e linguagem acessível.

Pai, avô e referência nacional em saúde emocional e relações familiares, construiu uma trajetória dedicada ao desenvolvimento humano, à educação parental e à saúde mental de crianças, adolescentes e famílias.

Autor de 8 livros publicados, atua há décadas em congressos nacionais e internacionais, além de palestras em empresas, escolas e instituições. Também atende em clínica particular em São Paulo e é Cofundador da Universidade de Pais.

É apresentador do Podcast Café com Pais, ao lado de Ana Luisa Meirelles, e professor, palestrante e curador da Universidade de Pais, desenvolvendo projetos para organizações e instituições de ensino como Volkswagen, Colégio Porto Seguro e Escola Germinare.

Ao longo da carreira, foi médico do trabalho em grandes empresas, diretor de Recursos Humanos na Secretaria de Relações do Trabalho e integrante do grupo de professores da cadeira de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da USP.

Também fundou e presidiu importantes comitês científicos ligados à saúde escolar, adolescência e prevenção ao uso de drogas na Associação Paulista de Medicina, além de coordenar projetos voltados ao apoio de famílias e portadores de transtornos de aprendizagem.

Colunista da Vida Simples e da Pais & Filhos, participa frequentemente de veículos como Jovem Pan, CBN e Crescer.

Sua atuação internacional inclui participação em congressos mundiais de psiquiatria como palestrante convidado por universidades na Alemanha, Holanda e Itália.

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Maior show da Terra
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"Só agradecer, mesmo. Atendimento de excelência e paciência em me ajudar a solucionar os trâmites internos. PSA, vocês são ótimos nisso!"

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Felipe M.
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"Fomos muito bem atendidos e acompanhados. A reunião de alinhamento com o palestrante foi ótima; foi muito atencioso e construiu uma palestra em cima do que foi proposto."

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Victoria U.
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"O curador foi muito atencioso em atender nossa demanda, ficamos com muita dúvida na escolha e ele trouxe várias opções dentro do alinhamento que tivemos sobre nosso perfil. Ele foi assertivo."

Sicoob Uni
J. Caetano

Além de Wimer Bottura, temos + de 20 mil palestrantes, confira:

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Especialista em Desenvolvimento Humano
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Jornalista, comentarista econômico da CBN e Globo
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Palestra(s)

É com histórias inspiradoras e conhecimento profundo que apresentamos novas formas de pensar.

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Tênis ou Frescobol: a Comunicação que Adoece a Sua Equipe

Toda equipe que trava tem a mesma queixa, com palavras diferentes: aqui ninguém se entende. A causa quase nunca é o assunto da reunião — é o padrão de comunicação que ninguém escolheu e todo mundo repete. Nesta palestra, o psiquiatra Dr. Wimer Bottura Júnior apresenta uma distinção que muda a forma de liderar: no tênis, o objetivo é fazer o outro errar; no frescobol, é que a bola não caia. A maioria das lideranças está jogando tênis sem saber. Com base em décadas de consultório, escola e indústr...

#Palestradestaque

Antes do Filho ao Tratamento, os Pais ao Conhecimento

Escolas recebem crianças que não aprendem, adolescentes que se isolam e famílias que chegam exaustas. A resposta habitual é encaminhar o filho para avaliação. O Dr. Wimer Bottura Júnior propõe inverter a ordem: antes de levar os filhos ao tratamento, precisamos levar os pais ao conhecimento. Nesta palestra, ele mostra por que a maior parte dos desafios escolares que têm solução nasce de falhas de comunicação na família — e como a escola pode intervir na raiz em vez de apenas administrar sintomas...

BIBLIOTECA DE Wimer Bottura

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Livros

Destruição e resgate do feminino no homem e na mulher

O feminino não é um assunto de mulheres. É uma dimensão psíquica que homens e mulheres carregam — e que a cultura vem ferindo há séculos. Esta obra, organizada pelo autor com a contribuição de outros estudiosos, parte de uma premissa que desloca o debate de gênero para o campo da psique: o feminino não se confunde com o sexo biológico nem com papel social. É uma estrutura interna, presente em ambos os sexos, e seu destino — preservado, negado ou violentado — determina a qualidade dos vínculos que uma pessoa consegue construir. A primeira parte do livro trata da destruição: os mecanismos pelos quais o feminino é desqualificado, silenciado e atacado, tanto na cultura quanto no indivíduo. Estão ali as formas sociais — a desvalorização histórica do que se associa ao feminino, o desprezo pelo cuidado, pela sensibilidade e pela vulnerabilidade — e as formas íntimas, que aparecem quando um homem precisa negar tudo o que é "feminino" em si para se sentir homem, ou quando uma mulher reproduz contra outras mulheres a mesma desqualificação que recebeu. A segunda parte trata do resgate: os caminhos de reencontro com essa dimensão, no homem e na mulher. Resgatar o feminino não significa adotar uma estética ou um discurso, mas recuperar a capacidade de sentir, de receber, de cuidar e de se deixar cuidar. É um processo que passa pela elaboração das experiências de abandono, de desamparo e de violência simbólica, e que tem consequências diretas na conjugalidade, na parentalidade, na sexualidade e na vida profissional. A obra dialoga diretamente com os demais livros do autor: sem compreender o que foi destruído no feminino, não se entende a rigidez dos modelos de paternidade, a naturalização do ciúme, a repetição das agressões silenciosas ou a dificuldade dos adultos de reconhecer as próprias necessidades. É a camada mais profunda do edifício conceitual que sustenta toda a sua produção. Leitura indicada para profissionais de saúde mental, educadores, lideranças, casais e para qualquer pessoa que esteja revendo o que aprendeu sobre ser homem e ser mulher. Tema central das palestras sobre gênero, vínculos e saúde emocional, com forte apelo em ambientes corporativos que trabalham diversidade e em eventos voltados ao público feminino.

Livros

Ciúme, entre o amor e a loucura

O ciúme se apresenta como amor. É aí que começa o perigo. Em duas décadas de prática clínica, o autor chegou a uma conclusão que atravessa toda a obra: uma das maiores fontes de sofrimento humano é o ciúme. Não o ciúme episódico, passageiro, que qualquer pessoa já sentiu diante de uma ameaça real. Mas o ciúme estrutural, que se instala, organiza a percepção da realidade e passa a determinar comportamentos — sempre em nome de um sentimento que a pessoa chama de amor. As pessoas ciumentas não são monstros nem casos raros. São nossos vizinhos, nossos parentes e, muitas vezes, nós mesmos. Talvez com uma diferença: sofrem muito, e fazem sofrer. O livro desenha esse retrato sem caricatura, com exemplos que abrangem as diferentes esferas da vida afetiva, familiar e profissional. Maridos que mudam bruscamente de comportamento em relação à esposa após o nascimento do primeiro filho. Pais que rejeitam um filho como se ele fosse uma ameaça. Esposas que não suportam ver o sucesso profissional do marido. Mães que tratam as filhas como concorrentes. Irmãos que passam a vida disputando a atenção dos pais a qualquer preço. Filhos possessivos, dependentes, incapazes de tolerar qualquer vínculo que não passe por eles. Há também os desfechos extremos. Homens e mulheres que se agridem, se destroem e, em alguns casos, se matam — sempre com uma justificativa ao redor da qual a violência se organiza. O autor não trata esses casos como aberrações isoladas, mas como o ponto final de uma lógica que começou muito antes, na forma como aquela pessoa aprendeu a amar. Um dos capítulos mais relevantes do livro aponta para a raiz cultural do problema: vivemos em uma sociedade cuja educação é, em boa medida, baseada no ciúme. Adultos que dizem ter ciúmes como quem declara amor. Pais que cultivam a rivalidade entre irmãos. Relações em que o controle é chamado de cuidado. Provocações que estimulam o ciúme alheio como estratégia de retenção. Nada disso é percebido como disfunção, porque está naturalizado — e o que está naturalizado não é tratado. O ciúme, escreve o autor, funciona como um remédio que faz mais mal do que a própria doença a ser curada. Ele promete segurança e entrega vigilância; promete amor e entrega posse. O chamado ao fim do livro é claro e desconfortável: o ciúme deve, na medida do possível, ser tratado — não tolerado, não romantizado, não usado como argumento. Indicado para casais, pais, terapeutas e qualquer pessoa que já tenha se percebido em uma dinâmica da qual não conseguia sair. Base da palestra sobre ciúme, relações afetivas e violência doméstica, um dos temas mais solicitados do autor em eventos e congressos.

Livros

A paternidade faz a diferença

Ninguém ensina a ser pai. Aprendemos sendo filhos — e repetindo, sem perceber, exatamente aquilo que recebemos. Dentro de uma visão ampla da psicologia da vida, o autor demonstra que a paternidade é um dos fatores de maior transformação na trajetória de um homem e, ao mesmo tempo, uma das atividades mais difíceis de exercer. Não porque falte informação, mas porque a função paterna exige algo que nenhum manual entrega: a presença sustentada ao longo do tempo, com afeto, ternura e limite. O livro percorre a história da paternidade, mostrando como o papel do pai se transformou ao longo dos séculos — do pai distante, provedor e autoridade incontestável, ao pai contemporâneo que se quer presente, mas muitas vezes não sabe como, porque não teve esse modelo em casa. Essa travessia histórica não é erudição: é o que permite ao leitor entender por que certas reações lhe parecem tão familiares e tão automáticas, e por que repetir padrões é mais comum do que criar novos. A partir daí, o texto conduz a uma reflexão sobre a vida pessoal e familiar de quem lê: a relação com os próprios filhos, a relação com a companheira, a relação com o próprio pai — viva ou simbólica — e a relação consigo mesmo como homem. O autor sustenta que os pais precisam dos filhos tanto quanto os filhos precisam dos pais, e que essa via de mão dupla é frequentemente ignorada em nome de um modelo de paternidade que só cobra e não acolhe. Um dos pontos centrais da obra é a valorização do afeto explícito. Ternura, carinho e demonstração de sentimentos não são fraqueza nem excesso: são características humanas essenciais ao desenvolvimento saudável da criança. O pai que só oferece provisão material, disciplina e conselho técnico deixa lacunas que nenhuma compensação posterior preenche — e que costumam reaparecer na vida adulta dos filhos, na forma de insegurança, dificuldade de vínculo ou busca incessante por aprovação. Indicado para pais, futuros pais, mães que desejam compreender a função paterna, casais em transição para a parentalidade e profissionais que trabalham com famílias. Base da palestra sobre o papel do pai na formação emocional dos filhos, tema de grande impacto em públicos corporativos, escolas e eventos de família.

Livros

Filhos Saudáveis

Não existe filho saudável sem adulto disponível. A frase resume o eixo deste livro, que parte de uma premissa simples e frequentemente esquecida: nós construímos relações todos os dias, queiramos ou não. A questão não é se estamos educando — é como. E para educar de forma saudável, o primeiro passo não está no filho, mas no adulto que precisa conhecer as próprias necessidades, os próprios limites e as próprias feridas antes de tentar conduzir outra pessoa. A obra trabalha três pilares que se sustentam mutuamente: autoimagem, autoestima e autoconfiança. Uma criança que se percebe de forma distorcida não desenvolve autoestima sólida; sem autoestima, não há confiança para explorar o mundo, errar, tentar de novo e sustentar posições. E esses três pilares não se constroem com discurso. Constroem-se na qualidade das relações cotidianas, no olhar que confirma, na presença que não abandona, no limite que protege sem humilhar. O autor descreve a relação entre pais e filhos como uma viagem delicada, incerta, confusa e, ao mesmo tempo, profundamente inebriante. Não é uma jornada linear, com etapas previsíveis e resultados garantidos. É uma travessia em que o adulto também está sendo transformado, e onde a ilusão de controle costuma ser a maior fonte de sofrimento — para os dois lados. Por isso, o livro não oferece receitas. Oferece um mapa de leitura: entender as próprias necessidades para não projetá-las nos filhos; reconhecer a diferença entre o que a criança precisa e o que o adulto quer; sustentar vínculo sem fusão; acolher sem abandonar o limite. São ideias que parecem abstratas na teoria e se tornam muito concretas quando o filho de dois anos faz uma birra no mercado ou o adolescente fecha a porta do quarto. Escrito por um psiquiatra e psicoterapeuta especializado em famílias, com mais de cinquenta anos de experiência clínica, o texto mantém o tom acessível e humano que caracteriza sua obra. As situações apresentadas são reconhecíveis, e é justamente esse reconhecimento que torna a leitura transformadora: o leitor percebe que já viveu aquelas cenas, muitas vezes sem consciência do que estava acontecendo ali. Indicado para pais de crianças e adolescentes, casais em construção da parentalidade e educadores. Sustenta o conjunto de palestras sobre criação de filhos, desenvolvimento emocional infantil e saúde mental na família.

Livros

O Erro nosso de cada dia

Errar é humano. Repetir o mesmo erro, com a mesma justificativa, é outra coisa — e é sobre essa outra coisa que o livro trata. A obra parte de uma constatação incômoda: vivemos numa cultura que ensinou a lidar com o erro pela via da culpa. Quando algo dá errado, a primeira reação é procurar um culpado, encontrar uma justificativa, transferir a responsabilidade para o outro ou construir uma racionalização elegante que permita continuar errando da mesma forma, indefinidamente. O resultado é um ciclo em que o erro se repete porque nunca foi realmente compreendido — apenas punido ou explicado. O livro joga luz sobre os mecanismos geradores dos erros. Não se trata de buscar a origem infantil de cada falha nem de transformar a vida em um tribunal permanente, mas de desenvolver o que o autor chama de atitude analítica e compreensiva diante do erro: perguntar como aquilo aconteceu, que forças estavam em jogo, que necessidades ou medos estavam sendo atendidos por aquele comportamento, e o que seria necessário mudar para reduzir a chance de repetição. Essa mudança de postura tem consequências práticas imediatas nas relações. Um casal que discute sempre o mesmo assunto, um pai que repete com o filho a frase que odiava ouvir do próprio pai, um profissional que perde prazos pela mesma razão há anos, alguém que se envolve repetidamente em relações parecidas — todos esses cenários deixam de ser fatalidade e passam a ser compreensíveis. E o que é compreensível pode ser transformado. O autor, psiquiatra e psicoterapeuta com mais de cinco décadas de experiência clínica e vasta atuação em medicina psicossomática, escreve com a clareza de quem já viu esse mecanismo se repetir em milhares de histórias. O texto evita o moralismo e a autoajuda fácil. Não há aqui promessa de vida sem erro, porque essa vida não existe. Há algo mais útil: a possibilidade de errar menos, de errar diferente e, principalmente, de não transformar o erro em identidade. Este é o primeiro volume de uma reflexão que se desdobra ao longo da obra do autor. Leitura indicada para pais, educadores, gestores, profissionais de saúde e para qualquer pessoa cansada de pedir desculpas pelo mesmo motivo. Sustenta a palestra sobre erro, culpa e responsabilidade, um dos temas de maior adesão em públicos corporativos e educacionais.

Livros

Agressões Silenciosas — o contágio pela comunicação

Existe um tipo de violência que não deixa marca visível e, justamente por isso, quase nunca é denunciada. As agressões de que trata este livro não são gritos, não são golpes, não deixam hematomas. Elas chegam de forma sutil, por meio de gestos, silêncios, ausências, comparações, ironias, expectativas e boas intenções. Começam muito cedo — na maneira como a mãe, ou quem ocupa esse lugar, responde aos gestos espontâneos do bebê. Cada resposta que confirma o bebê e cada resposta que o ignora vão construindo, silenciosamente, a forma como aquela pessoa vai se relacionar com o próprio desejo pelo resto da vida. A partir desse primeiro vínculo, as agressões silenciosas se multiplicam. Vêm das boas intenções da educação, das frases ditas "para o seu bem", das exigências disfarçadas de cuidado, dos elogios que aprisionam e das críticas que se apresentam como conselho. Vêm também da cultura, transmitida de pais para filhos ao longo de séculos, com seus modelos de gênero, seus códigos de honra, suas hierarquias naturalizadas e suas formas de ensinar a engolir o que se sente. O livro acompanha o modo como esse conteúdo atravessa gerações. O que não é elaborado é transmitido: o pai que não pôde chorar cria um filho que também não pode; a mãe que precisou ser forte demais ensina a filha a não sentir; a família que silenciou uma dor antiga cobra silêncio diante das dores novas. É essa a ideia de contágio presente no subtítulo. A comunicação, quando agride, funciona como vetor — e o corpo costuma ser o destino final desse material não dito, manifestando-se por meio de sintomas, adoecimentos e quadros psicossomáticos. Ao longo da obra, relatos de casos clínicos sustentam a argumentação e tornam concretas as formas pelas quais essas agressões se apresentam em todos os tipos de relação: entre pais e filhos, entre casais, entre irmãos, no trabalho, na escola e nos espaços de cuidado. O leitor reconhece situações próprias e, sobretudo, começa a perceber o que sempre pareceu normal. Leitura essencial para pais, educadores, profissionais de saúde e gestores de pessoas. É também um dos livros mais requisitados em formações sobre violência invisível, comunicação não violenta e transmissão transgeracional — tema central da palestra homônima.

Livros

Comunicação Frescobol e/ou Tênis — um novo paradigma da comunicação

Wimer Bottura Junior, Ana Luisa Meirelles, Isa Minatel, Ivana Moreira e Bete Rodrigues · Universidade de Pais, 2024 · 134 páginas · ilustrações de Felix von Planta Toda conversa tem um placar. Mesmo quando ninguém admite que está jogando. É a partir dessa constatação simples que este livro propõe uma das revisões mais práticas da forma como falamos — em casa, no trabalho, no consultório e na escola. A metáfora que dá nome à obra é direta: no tênis, dois jogadores se enfrentam e alguém precisa perder para que o outro vença. No frescobol, os dois estão do mesmo lado da rede, e o objetivo é manter a bola no ar o maior tempo possível. A bola, ali, é a conversa. O adversário nunca é o outro — é o problema. Escrito a partir de diálogos e triálogos gravados e transcritos, o livro preserva a espontaneidade das conversas reais, com seus desvios, hesitações e descobertas. Não é um manual de técnicas de comunicação nem um receituário de frases prontas. É uma obra de escuta: mostra o leitor reconhecendo, nos exemplos, as próprias frases, os próprios impulsos de revidar, de provar um ponto, de vencer o argumento a qualquer custo — e o preço que isso cobra dos vínculos. A comunicação tipo tênis é a que transforma o interlocutor em adversário. Ela aparece na discussão conjugal que vira disputa de razão, na reunião de trabalho em que a ideia precisa ser derrubada porque veio do outro, no diálogo com o filho adolescente que se converte em interrogatório e, sobretudo, na conversa interna em que a pessoa passa a vida duelando consigo mesma. São conversas que produzem vencedores e perdedores — e, no saldo final, apenas perdedores. A comunicação tipo frescobol não é sinônimo de concordância nem de passividade. É uma mudança de posicionamento: o problema deixa de ser o outro e passa a ser o que está entre os dois. Isso exige presença, escuta e a coragem de sustentar a bola no ar sem a recompensa imediata de ter razão. O livro explora esse deslocamento nas relações familiares, nas relações amorosas, na parentalidade, na educação e nos ambientes profissionais. Indicado para pais, casais, educadores, líderes, terapeutas e para qualquer pessoa que já tenha saído de uma conversa com a sensação de ter perdido algo que não sabia nomear. Serve também como base para a palestra sobre comunicação e vínculos, na qual o público é convidado a identificar, em tempo real, em qual dos dois jogos está jogando.

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Pai em duas fases da vida _ PodCast Cafe com Pais, convidado Olivier Anquier

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